• Saúde Bucal em Gestantes

    Saúde Bucal em Gestantes

    Postado por: Dra. Juliana Lemes
    Categoria: Saúde/Bem-estar

    Chegou o mês das mamães! Apesar de eu não ser mãe, acredito que essa seja a fase mais bela de uma mulher! Tudo parece conspirar: o cabelo fica brilhoso, a pele sedosa e o sorriso radiante!

    Mas, durante esse período, alguns cuidados são essenciais para a manutenção da saúde bucal daquela que, em breve, terá milhões de motivos pra sorrir de orelha a orelha!

    Além do acompanhamento com um médico obstetra é muito importante o pré-natal Odontológico, onde a gestante terá conhecimento sobre as alterações que ocorrem durante o período gestacional, receberá tratamento odontológico na época adequada e será orientada quanto à dentição e cuidados que deve ter com o bebê.

    Muito se fala sobre os dentes das gestantes, porém nem tudo que se diz é verdade. É mito, por exemplo, que o dente da mulher grávida enfraquece porque ela perde cálcio para que os dentes do bebê sejam formados ou que a gestante não pode receber atendimento odontológico durante a gravidez.

    Durante os primeiros três meses, não é recomendado o atendimento odontológico porque a mulher passa por alterações hormonais importantes e, com isso, quadros de enjoo e vômito são frequentes, impossibilitando o tratamento. Também é a época de formação do bebê e, portanto, deve-se tomar muito cuidado com a administração de fármacos para que não ocorra má formação do feto.

    Radiografias também estão contra indicadas, a não ser em casos de extrema urgência. Nesse período, o que deve ser feito são o acompanhamento e orientação da gestante em relação à escovação e alimentação (cuidado com a ingestão de carboidratos, ingestão de água, vitaminas, etc). É muito comum, em virtude das alterações hormonais, que a gengiva fique mais sensível, inchada e que sangre com mais facilidade. Esse quadro é conhecido como gengivite gravídica e a orientação em saúde é o passo principal para se conseguir qualidade na saúde bucal.

    No segundo trimestre (4°, 5° e 6° mês), a mulher pode receber tratamento, pode ser submetida a procedimentos que necessitem de anestesia local e radiografias. Logicamente, a necessidade de expor a paciente à radiação deve ser avaliada. O bom senso do profissional prevalece. Se não precisa de RX, não faça!

    Restaurações, cirurgias, tratamento de canal e outros procedimentos podem ser feitos, sem qualquer problema. Caso a gestante fique insegura, fazer contato com o médico obstetra que a acompanha pode ajudar na orientação da conduta, principalmente no que diz respeito à administração de medicamentos em caso de dor pós-operatória, tratamento de pulpites, etc.

    No terceiro trimestre de gestação também não recomendamos o atendimento clínico em virtude do desconforto gerado pelo crescimento do bebê. A gestante fica sem posição ao deitar-se, sente falta de ar, tem muita vontade de urinar por conta da compressão da bexiga e dores pelo posicionamento do bebê. Não devemos prolongar as consultas, visando o bem estar da paciente, mas não podemos deixar de acompanhar a qualidade da gengiva, dos dentes e da higiene bucal. É a fase de iniciarmos as orientações em relação à limpeza da boca do bebê, da importância do aleitamento materno para o desenvolvimento da musculatura da face e crescimento ósseo bem como esclarecimentos sobre diário alimentar do bebê e consistência da alimentação da criança para que o desenvolvimento da dentição aconteça sem problemas!

    É uma fase de plenitude que deve ser aproveitada ao máximo, sem deixar de cuidar da saúde da mulher!

    Aproveito a oportunidade para desejar um Feliz Dia das Mães para todas as queridas leitoras e colaboradoras do blog “Eu Amo Odonto”!!!

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