• Aura: Um novo conceito restaurador, para simplificar a técnica de uso de resinas compostas

    Aura: Um novo conceito restaurador, para simplificar a técnica de uso de resinas compostas

    Postado por: EuAmoOdonto
    Categoria: Mercado


    Autor: Marcos de Oliveira Barceleiro

    Especialista, Mestre e Doutor em Dentística – UERJ 
    Professor Associado da Universidade Federal Fluminense, Campus de Nova Friburgo (Rio de Janeiro)
    Coordenador do Mestrado em Odontologia da UFF, Campus de Nova Friburgo

     

    Introdução:

    Desde sua introdução na década de 1960, as resinas compostas têm ocupado cada vez mais um papel de destaque na chamada Odontologia Estética. Muitas foram as evoluções observadas desde a sua introdução, sendo que grande parte destas evoluções se deram principalmente na composição das partículas inorgânicas, e também no tamanho médio destas partículas. Graças a estas evoluções, quando comparamos as primeiras restaurações, realizadas com as chamada resinas de macropartículas, com as restaurações realizadas com as resinas mais modernas, com nanopartículas, observamos que a evolução na qualidade das restaurações se deu de maneira bastante satisfatória.

    Atualmente, pré-quesitos mecânicos e pré-requisitos estéticos são alcançados por grande parte dos materiais restauradores diretos disponíveis no mercado. A durabilidade das restaurações, a mimetização, as opções de cores e opacidades disponíveis para o clínico, o polimento obtido e a manutenção deste polimento ao longo dos anos, entre outros pontos, fazem com que as restaurações diretas com resinas compostas sejam uma excelente alternativa. No entanto, os sistemas restauradores começaram a ter uma característica de certa forma indesejável para os clínicos, que foi o fato de que os sistemas passaram a se tornar extremamente complexos em termos de utilização. Muitos sistemas atualmente apresentam dentro dos seus kits resinas opacas, resinas semi-opacas, resinas semi-translúcidas, resinas translúcidas, resinas transparentes, para utilização em técnicas restauradoras de estratificação, que embora permitam a obtenção de resultados estéticos satisfatórios, demandam do clínico um longo tempo de treinamento e adaptação, para que estes resultados sejam alcançados, e como nem sempre isso é possível, muitos acabam se frustrando com os resultados obtidos.

    Pensando nisso, foi lançado no mercado um novo sistema restaurador pela empresa SDI. A resina AURA veio com um conceito diferenciado para obtenção de restaurações com resultado estético extremamente favorável, com uma técnica mais simplificada de uso, o que permite ao clínico alcançar o tão desejado sucesso na obtenção das chamadas restaurações imperceptíveis. Trabalhando com cores de dentina para as camadas mais internas da restauração, e três tipos apenas de resinas para esmalte, para os últimos incrementos, a resina AURA tem permitido a obtenção de resultados estéticos favoráveis, aliados com outros pontos desejados em um material restaurador, como resistência mecânica e manutenção de cor e brilho ao longo dos anos. Este sistema é apresentado no caso clínico a seguir.
     

    Relato de Caso:

    Paciente procurou o nosso serviço na Universidade queixando-se da restauração existente no dente 21. Segundo a mesma, existia uma insatisfação relacionada à cor e também à forma da restauração.(Figuras 1 e 2).

    Após a realização do isolamento absoluto do campo operatório, a restauração foi removida, e observou-se que a área a ser restaurada envolvia praticamente apenas o esmalte do elemento dentário.(Figura 3).

    Para a realização da restauração, optou-se pela utilização do sistema adesivo STAE, com condicionamento ácido prévio do esmalte. O condicionamento realizado com o ácido fosfórico SUPER ETCH foi realizado por 30s. (Figura 4)

    Em seguida, o ácido foi removido com jato abundante de água (Figura 5) por 30s e o esmalte foi seco com jato de ar seco e puro. Em seguida, o adesivo STAE foi aplicado sobre o esmalte condicionado (Figura 6), e após 30s, foi fotoativado por 20s (Figura 7).

    Terminados os procedimentos adesivos, iniciou-se a restauração com a resina AURA, iniciando-se pela utilização de um incremento da resina de cor E2, seguida da aplicação de um incremento da resina de cor E1 (Figuras 8 e 9).

    Ambos os incrementos foram fotoativados por 40s. (Figura 10).

    Terminada a colocação de apenas dois incrementos de resina, a restauração já estava praticamente pronta, faltando as etapas de acabamento e polimento. (Figura 11).

    Para a realização do acabamento, avaliou-se a textura do dente adjacente (Figura 12), e esta mesma caracterização foi obtida na restauração do dente 21, com uso de pontas diamantadas finas e extra-finas em alta rotação, com irrigação constante.

    Foram utilizados ainda discos abrasivos em granulação decrescente e borrachas para polimento, além de pastas para polimento aplicadas com uso de feltro em baixa rotação.Com estes artifícios, tornou-se possível a obtenção do resultado final desejado. As figuras 13, 14 e 15 mostram o resultado final obtido em diferentes angulações, onde se pode perceber um resultado estético bastante favorável.

    Como se pode perceber neste relato, a resina composta AURA é um material extremamente fácil de se utilizar, facilitando o dia-a-dia do cirurgião-dentista que deseja dar a seus pacientes um tratamento estético de qualidade.
     

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    Tags

    Resina AURA, SDI,

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