• Para Quem Está Começando

     Para Quem Está Começando

    Postado por: EuAmoOdonto
    Categoria: Dentista de Sucesso

    Por Juliana Lemes*

    Muitas são as questões dos colegas recém-formados, mas a mais frequente é: como começar a carreira?

    Na Universidade não temos a noção de que, ao cruzar os portões rumo ao dia a dia de consultório, somos empreendedores. Falta noção administrativa, conhecimentos básicos sobre contabilidade e marketing.

    Muitos colegas já perceberam essa necessidade e hoje podemos contar com empresas especializadas em auxiliar o dentista na função “empresarial”, desde a captação de paciente até controle financeiro do consultório.

    Mas, voltando, os “novatos” se perguntam por onde começar. Se compram ou não um equipamento, marcas comerciais, aluguel de imóvel, etc.

    Baseada nas minhas experiências darei algumas dicas (que funcionaram no meu início de carreira):

    - Começar sozinho ou em sociedade? Não necessariamente um ou outro. Existem inúmeras clínicas que precisam de profissionais para atendimento, seja ele clínico ou especializado. O bacana de começar a trabalhar no consultório de outra pessoa é o primeiro contato com a estrutura de uma empresa. Outra coisa que é legal é ter uma clientela garantida e a possibilidade de começar a “colocar a mão na massa” sem grandes esperas. Se for uma clínica multidisciplinar, melhor ainda! Serão vários profissionais para acompanhar um caso, opinar e ajudar o colega no tratamento dos pacientes.

    - Aluguel ou porcentagem? Como o início é difícil, eu optei por porcentagem, num esquema onde o consultório fornecia todo o material e eu a mão de obra. Assim, além de não precisar fazer um investimento em produtos odontológicos eu tinha a chance de conhecer marcas e produtos diferentes e começar a me identificar com eles. A resina X, a espátula Y, o material de moldagem Z. De acordo com esse conhecimento adquirido na clínica de outros colegas, pude construir o meu padrão de consumo no meu consultório atualmente. Conforme o movimento de pacientes, o esquema de porcentagem mudou e aumentou: eu fornecia o material e a mão de obra e a clínica a estrutura (consultório, secretária, luz, água, telefone). Só depois de alguns anos que eu tive condição de assumir o aluguel de uma sala, quando eu já tinha uma carteira maior de clientes.

    - Quando comprar um equipamento? Eu esperei 3 anos de formada pra adquirir meu consultório. Quando eu pude arcar com os gastos da clínica, investi no meu equipamento. Antes disso não havia a necessidade, pois a clínica tinha tudo que eu precisava pra trabalhar. Com o passar do tempo, da consolidação da parceria com minhas colegas e a vontade de inovar no meu local de trabalho, comprei o mobiliário, cadeira e periféricos para o meu atendimento, de acordo com minhas preferências.

    - Que marca escolher? Essa não é a principal questão. Hoje, no Brasil, podemos contar com algumas marcas com tradição e qualidade para atendimento e temos muitas outras entrando no mercado com preços competitivos e design inovador. Mas o que temos que nos preocupar é: assistência técnica. Ao adquirir um produto, precisamos pensar nos possíveis problemas que podemos ter. Uma cadeira clínica não é como um fotopolimerizador, que dá pra ter 2 ou 3 para o caso de um deles quebrar. Logo, veja se na sua cidade tem pessoal capacitado para socorrer você rapidamente caso algum imprevisto ocorra. Uma coisa é você ficar 1 ou 2 dias sem atendimento de pacientes por conta de problemas técnicos. Outra coisa é você perder 1 semana de trabalho por conta da ausência de manutenção no seu consultório.

    - Novo ou usado? Depende. Eu resolvi adquirir um equipamento novo por conta da garantia do fabricante. Se o material usado for de boa procedência, vale a pena sim! Mas é importante ter em mãos a nota fiscal de compra e o certificado de garantia desse produto adquirido de segunda mão. Se for o equipamento que foi do amigo do colega do conhecido do vizinho, pense. Peça para um técnico avaliar as condições do produto para que você esteja certo da compra que vai fazer. Às vezes sai mais barato comprar um novo do que fazer diversas manutenções no que, aparentemente, era mais barato no início.

    Todo começo de profissão é difícil. Não há fórmula mágica. Por mais que você tenha pais ou parentes dentistas, você precisará construir sua identidade profissional. E isso demora! Mas a persistência, o investimento em atualizações e a busca por novos conhecimentos são garantia de sucesso.

    Não desista! Pensa na quantidade de pessoas que tem no mundo!

    Olha quantos sorrisos você pode mudar!


    *Juliana Lemes, graduada pela UNESP-SJC, atua em clínica geral e estética dental. Dentista 10h por dia, “escritora” nas horas vagas e “maquiadora” de vez em quando - das resinas, dos clareamentos, dos sorrisos e dos pincéis!

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